Quais exames fazer para descobrir por que estou dormindo mal?

Dormir por várias horas e ainda acordar cansado, ter dificuldade para pegar no sono ou despertar várias vezes durante a noite pode indicar que algo precisa ser investigado.

A qualidade do sono pode ser influenciada por hábitos, estresse, distúrbios respiratórios, medicamentos e algumas condições clínicas. Por isso, quando o problema se torna frequente, uma avaliação individualizada é mais importante do que simplesmente buscar algo para “dormir melhor”.

Quais exames podem ajudar a investigar o sono ruim?

Não existe uma lista de exames que todas as pessoas precisam fazer. A investigação depende dos sintomas, histórico de saúde e avaliação clínica.

Em alguns casos, podem ser solicitados exames para avaliar:

Função da tireoide: alterações como hipertireoidismo e hipotireoidismo podem interferir no sono, disposição e metabolismo.

Hemograma e ferro: anemia e deficiência de ferro podem estar relacionadas a cansaço e também podem fazer parte da investigação de condições como a síndrome das pernas inquietas.

Vitamina B12 e outros nutrientes: deficiências nutricionais podem contribuir para sintomas como fadiga e indisposição, embora a necessidade de dosagem deva ser avaliada individualmente.

Glicemia e metabolismo: alterações no controle da glicose podem estar associadas a problemas metabólicos e merecem investigação conforme o quadro clínico.

Avaliação hormonal: dependendo da idade, dos sintomas e do histórico do paciente, o médico pode investigar alterações hormonais específicas. Na menopausa, por exemplo, ondas de calor e suores noturnos podem prejudicar significativamente a qualidade do sono.

E quando é necessário fazer polissonografia?

A polissonografia, conhecida como exame do sono, registra diferentes funções do organismo enquanto a pessoa dorme.

Ela pode ser indicada principalmente quando existe suspeita de apneia obstrutiva do sono ou outros distúrbios específicos. Ronco intenso, pausas na respiração percebidas por outra pessoa, despertares frequentes e sonolência excessiva durante o dia são sinais que merecem atenção.

Nem toda pessoa que dorme mal precisa fazer polissonografia. A indicação depende da avaliação clínica.

Quando procurar ajuda?

Se você apresenta insônia frequente, sono não reparador, cansaço ao acordar, sonolência durante o dia ou dificuldade de concentração, investigar a causa é importante.

Na Woitas, a avaliação considera sintomas, rotina, histórico clínico e, quando necessário, exames complementares para entender quais fatores podem estar prejudicando o sono e definir a conduta adequada para cada paciente.

Referências

  1. Riemann D, Baglioni C, Bassetti C, et al. European guideline for the diagnosis and treatment of insomnia. J Sleep Res. 2017;26(6):675-700.
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  3. Leproult R, Van Cauter E. Role of sleep and sleep loss in hormonal release and metabolism. Endocr Dev. 2010;17:11-21.
  4. Baker FC, de Zambotti M, Colrain IM, Bei B. Sleep problems during the menopausal transition: prevalence, impact, and management challenges. Nat Sci Sleep. 2018;10:73-95.

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