Exames ginecológicos de rotina: quais são e quando fazer

Os exames ginecológicos de rotina são essenciais para a saúde da mulher em todas as fases da vida. Além de prevenir doenças, eles ajudam no diagnóstico precoce de alterações que, se tratadas a tempo, podem evitar complicações mais graves. Mas você sabe quais exames são indicados em cada fase e com que frequência devem ser feitos?

Por que fazer exames ginecológicos regularmente?

A maioria das doenças ginecológicas, como infecções, alterações hormonais, miomas e até o câncer do colo do útero, pode se desenvolver de forma silenciosa, sem sintomas aparentes. 

Principais exames ginecológicos de rotina

1. Papanicolau (ou exame preventivo)

É o exame que detecta alterações nas células do colo do útero, como lesões pré-cancerígenas causadas pelo HPV.
Indicação: a partir dos 25 anos para mulheres que já iniciaram a vida sexual. Deve ser feito a cada 3 anos, após dois exames anuais normais consecutivos.

2. Colposcopia

Avaliação detalhada do colo do útero com auxílio de um aparelho (colposcópio) que amplia a visão. É indicada quando há alterações no Papanicolau.

3. Exame de toque ginecológico

É o exame clínico feito pelo médico para avaliar útero, ovários e região pélvica, importante para detectar dor, nódulos ou massas.

4. Ultrassonografia pélvica ou transvaginal

Avalia útero, endométrio e ovários. Pode identificar cistos, miomas, alterações no endométrio e outras condições.

5. Mamografia

Indicado para rastreamento do câncer de mama.
Indicação: a partir dos 50 anos, a cada dois anos, segundo diretrizes do Ministério da Saúde. Pode ser indicado antes, dependendo da história familiar.

6. Exames laboratoriais hormonais

Podem incluir dosagens de estradiol, FSH, LH, progesterona, prolactina, entre outros. Avaliam alterações hormonais, fertilidade ou menopausa.

Quando fazer?

A frequência pode variar de acordo com a idade, histórico familiar e presença de sintomas. De forma geral:

  • A partir dos 25 anos: Papanicolau regularmente.
  • Acima dos 40 anos: acompanhamento da saúde hormonal, avaliação de climatério e rastreios mais frequentes.
  • Acima dos 50 anos: incluir mamografia e avaliação do risco cardiovascular.

E durante a menopausa?

A saúde da mulher na menopausa também exige atenção. Mesmo sem ciclo menstrual, é fundamental manter os exames em dia, já que o risco para osteoporose, câncer de mama e doenças cardiovasculares aumenta.

Conclusão

Os exames ginecológicos de rotina são aliados importantes da saúde feminina. Com acompanhamento regular, é possível garantir mais qualidade de vida, segurança e bem-estar em todas as fases da vida da mulher.


Referências:

  1. Ministério da Saúde. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. 2016.
  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diretrizes para o rastreamento do câncer de mama. 2015.
  3. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Cervical Cancer Screening. Practice Bulletin. 2021.
  4. World Health Organization (WHO). Screening programmes: a short guide. 2020.

Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de atenção à saúde da mulher. Brasília, 2021.

Gostou? Compartilhe esse conteúdo